Devagar e sempre

Eu assistia Ursinhos Carinhoso. E gostava. Claro que eu tinha 6 ou 7 anos, mas era ótimo acordar nas manhãs de dias úteis (quando nem se sabia o que era  um dia útil) e assistir aqueles ursinhos que atiravam corações de suas barrigas para combater o vilão malvado. Essa era a abertura.

Assistia He-man, Thundercats, Bananas de Pijamas e tudo mais que uma criança gostava de olhar na TV.

Pois bem, eu gostava da parte de ação dos desenhos, e sempre odiei aqueles episódios que não desenvolviam a história, aqueles em que os ursinhos não acabavam com os vilões no final, e ficavam conversando, etc. Mas é justamente de um episódio desses que me recordo. Não lembro o nome de nenhum personagem, nenhuma cena de ação – a não ser pequenos flashes – mas lembro de um episódio em que havia um corrida de ursinhos e que o urso gordo e lento acaba ganhando porque os outros – magros  e lépidos – o subestimam e perdem o foco.

Poderíamos tirar muitas lições de um episódio desses, como, por exemplo, o não julgar pelas aparências, ou estar sempre atento, mas o que realmente levou o urso lento a ganhar foi a constância dele. Ele foi “devagar e sempre”. E é essa lição que lembro, sempre que recordo os Ursinhos Carinhosos.

Uma empresa, a meu ver, não pode ser diferente. É ótimo quando o crescimento é exponencial e de uma hora para outra os proprietários estão milionários, mas exemplos como o Facebook, Twitter, ou Google, são exceções. As maiorias das microempresas crescem devagar, mostrando o valor de seu trabalho. Outras tantas fecham.  Procuramos ser o tipo que continua crescendo.

Abraço, @eduardohk.

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