3 coisas que talvez já soubesse, mas me recordei ouvindo Charles Bezerra

Ontem participei da palestra do Charles Bezerra no Salão de Atos da Feevale comemorando a Semana Acadêmica do ICET.

Então, vai aí uma opinião sobre a palestra, com objetividade e sem muitas delongas:

Achei incrível a humildade e o preparo dele para falar sobre assuntos difíceis de fundamentar, ainda mais encarando jovens ávidos por experiências e loucos de vontade de botar pra fazer no mercado.
As histórias, principalmente sobre metodologias de ensino infantil são engraçadíssimas e remetem a um dos pontos interessantes da palestra, que é a arte de saber comparar coisas para se obter maior entendimento.

Outro ponto interessante a se compartilhar é a ênfase como é tratado o hábito da leitura e de como sabendo procurar as fontes de conhecimento poderemos ter entendimento amplo sobre os mais variados assuntos.

Yup, para entender design, talvez se deva entender também de filosofia, saber ver as pessoas e entendê-las melhor, afinal é para elas que trabalhamos.

E por falar em “é para elas que trabalhamos” não posso esquecer de comentar sobre a parte talvez mais interessante de toda a palestra. Como sentei logo nas primeiras filas, pude observar o tradutor de libras se comunicando com algumas pessoas da platéia e pessoal, é lindo.

Pela primeira vez reparei por um bom tempo e achei incrível a forma com que é feito, o empenho dos tradutores em demonstrar até mesmo o sentimento do palestrante como ceticismo, alegria, ou qualquer outro tipo de sentimento.

Acho que é hora de sermos cada vez mais humanos e nos preocuparmos de outra forma com o usuário.

Fazer coisas tecnologicamente corretas dentro de padrões não torna seu site acessível, fale a língua do usuário, pare de utilizar mensagem de máquina, pois ela é meio e estamos falando com pessoas.

Isso remete ainda a um ponto muito importante que relacionei enquanto via o tradutor fazendo os gestos, pensei, nossa! Como sou ignorante. Será que é assim que as pessoas que não conseguem ler, escrever, entender um idioma ou ler um site se sentem? Será que por mais que desenvolvamos em PT-BR está sendo significativo? O que você escreveu lá no seu site está entendível e acessível? Acho que é mais ou menos por aí.

Acho que inovação tem tudo a ver com isso. Inovar é realmente pensar fora da caixa para ajudar a todos terem uma vida melhor. Por isso que achamos o Google ou Apple tão inovadores. Talvez, eles nem sejam tão inovadores, somente pensam fora da caixa, saem do trilho e acabam sendo inovadores por tabela. Mas a grande preocupação não é inovar.

Acho que Steve Jobs não chegue na Apple pela manhã e diga: “Hahaaa, vamos inovar hoje!” Acho que existe conhecimento e muito trabalho lá o que acaba gerando produtos bacanas.

Gostei do jeito que a palestra foi levada e principalmente da humildade do Charles. Acho que aproximou bastante o público e deva ter servido para abrir muitas mentes. Valeu Feevale e ICET pela iniciativa.

Palestrante no palco

Ah, as 3 coisas que me recordei e pretendo retomar na minha vida profissional, foram:

1. Leia. Mantenha SEMPRE o hábito da leitura e sempre tente alcançar o conhecimento mais profundo, ou seja, a raíz do conhecimento.

2. Pense sempre com uma criança. Zere tudo, recomece. De nada adianta fazer com receitas de bolo. Inovar é recriar, evoluir, melhorar mas sem usar o que já foi feito.

3. Estude problemas e não disciplinas. Foco no que realmente importa, o problema é resolvido lançando mão de várias outras áreas, não somente de uma.

One comment

  1. muito boa a palestra, foi muito reflexiva mesmo. E parabéns pelo resumo, muito bem explicado

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